A análise refinada dos dados do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) para ingresso em universidades federais, liberados ontem (26) pelo MEC, revelou que a Universidade Federal de Pernambuco tomou a decisão certa ao aderir a esse modelo de recrutamento de alunos. A avaliação, feita hoje (27) em entrevista coletiva à imprensa, é do reitor da UFPE, Anísio Brasileiro, que destacou como ponto relevante “o fato de os dez primeiros colocados no concurso serem pernambucanos e, mesmo a UFPE figurando entre as três instituições mais concorridas do país, 88% das vagas terem sido preenchidas por estudantes do nosso Estado”.
Outra informação ratifica a conclusão do reitor: em apenas quatro dos 94 cursos ofertados pela Universidade houve ocupação de mais vagas por alunos de outros Estados. São eles: Medicina (52,85%), Cinema (54%), Oceanografia (56%) e Geologia (65%), todos no Campus Recife. Em contraponto ao caso de Medicina da capital, no mesmo curso ofertado em Caruaru, 65% das vagas foram ocupadas por estudantes residentes em Pernambuco. “Quando aderimos ao Sisu, uma parcela da sociedade temeu o risco de os estudantes daqui perderem vagas para concorrentes de outros Estados, mas os dados revelam que esse receio não teve fundamento”, afirmou Anísio.
Na lista de estudantes selecionados para a UFPE discriminados por Estados, depois de Pernambuco, com 5.812 classificados, figuram São Paulo (225), Ceará (67), Bahia (58), Alagoas e Minas Gerais (44), e Paraíba (41). Somando com os 18 outros Estados que tiveram alunos classificados nessa seleção, 750 estudantes de fora de Pernambuco estão habilitados a ingressar na UFPE. Para a pró-reitora para Assuntos Acadêmicos, Ana Cabral, “essa primazia de pernambucanos em um concurso nacionalizado reflete o investimento dos estudantes locais para enfrentar a concorrência com candidatos de todo o país”.
Dos dez primeiros estudantes mais bem colocados na seleção, todos pernambucanos, oito deles foram beneficiados pelo bônus de 10% na pontuação a título de incentivo à inclusão regional. A bonificação é conferida aos alunos que tenham concluído o ensino fundamental e médio em escolas regulares e presenciais das mesorregiões do Agreste e Zona da Mata Pernambucana e que tenham se inscrito para os campi de Caruaru e Vitória de Santo Antão. “Mais uma vez a política de Estado voltada para a inclusão social fortalece a educação básica e a interiorização como estratégia de ampliar as oportunidades para que a inclusão social se dê, também, a partir do ensino superior de qualidade”, analisou o reitor Anísio.
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